O ensino baseado em simulação realística é o mais avançado método de treinamento de procedimentos em ambiente hospitalar e atendimento pré-hospitalar. É utilizado, principalmente, em atividades de risco, com o objetivo de aumentar a segurança durante o processo de assistência ao paciente. Apoiada pela alta tecnologia, o ensino baseado em simulação reproduz, através de cenários clínicos, as experiências da vida real. Para tanto, utiliza simuladores, manequins e atores em instalações que criam um espécie de “hospital-virtual”.

O conceito moderno de simulação é atribuído ao engenheiro americano Edwin A. Link, responsável pelo desenvolvimento do primeiro simulador de voo, que leva o seu nome, o “Link Trainer”. Já o primeiro manequim utilizado em simulação na área médica foi desenvolvido em 1960, pelo norueguês Asmund Laerdal, e utilizado durante treinamentos de ressuscitação cardiopulmonar. Na Universidade de Harvard, também em 1960, Abrahanson e Denson construíram o modelo “Sim One”, que reproduzia os ruídos cardíacos e pulmonares. A partir de então, um grande avanço foi registrado, possibilitando que outros modelos de manequins apoiados na alta tecnologia fossem criados.

Buscando a melhoria continua no desempenho individual, de equipe, e organizacional, O INESS aplica a metodologia de avaliação conhecida como “Debriefing”, ou “Revisão e Reflexão Pós-Ação”. Trata-se de uma avaliação realizada após um projeto, permitindo que funcionários e gestores discutam os acontecimentos e se algo poderia ser feito diferente durante a evolução do processo, objetivando sempre o aprimoramento contínuo.

O aprendizado na metodologia da simulação se mostra altamente eficiente, quando analisamos o conjunto de vantagens em relação ao ensino convencional:

  • O ambiente de treinamento seguro para os alunos.
  • Os alunos podem errar sem causar prejuízos (na simulação, o erro é a oportunidade de consolidar o aprendizado).
  • Os treinamentos podem ser realizados inúmeras vezes.
  • Os alunos podem vivenciar diversas situações em curtos períodos, especialmente as mais raras.
  • Não há necessidade de treinamento com pacientes reais e cadáveres.
  • O processo de retenção das informações é melhor, pois os alunos vivenciam as experiências.
  • O treinamento confere mais segurança aos profissionais e, consequentemente, aos pacientes.

Se considerarmos ainda, que a metodologia abrange o campo dos relacionamentos em equipe e profissional-paciente, podemos enumerar outras vantagens:

  • Aumento da eficiência dos atendimentos às emergências.
  • Melhora do relacionamento do profissional da saúde com os pacientes.
  • Melhora do sistema de atendimento como um todo.

Em muitos países, a simulação realística é utilizada como ferramenta obrigatória para formação e certificação dos profissionais da área de saúde e podemos afirmar que no Brasil, as mesmas exigências serão brevemente adotadas.