O INESS oferece um amplo repertório de técnicas de simulação em saúde que envolve situações de risco e protocolos de atendimento reconhecidos e certificados pelas principais instituições nacionais e internacionais.

 

A simulação é recomendada para toda atividade humana que envolve alto risco. Na área de saúde sua utilização é relativamente recente e rapidamente reconhecida como o mais eficiente método de ensino e treinamento para profissionais de saúde devendo ser estimulada e incorporada como metodologia pedagógica de aprendizado, complementando o ensino tradicional, com objetivo oferecer ao paciente um atendimento mais seguro.

A modalidade se apoia em tecnologias de ponta e envolve a utilização de simuladores, manequins e atores em instalações que criam um ambiente semelhante a um hospital real, podendo ser utilizada também para situação de atendimento pré-hospitalar. Por reproduzir diversos cenários clínicos próximos das experiências da vida real permite a vivência das situações. Dessa forma, além de ampliar o repertório de adversidades para um melhor treinamento do profissional, as vantagens do estudo simulado abraçam também o paciente, que se beneficia com a entrada de especialistas mais bem preparados no mercado de saúde.

De acordo com Dr. Izio Kowes, médico cirurgião e diretor do INESS – um dos mais avançados centros de ensino por simulação em saúde do país, sediado em Salvador (BA) –, este modelo de aprendizado possui vários aspectos que complementam o ensino tradicional. “A simulação trabalha com a vivência o que permite que o profissional incorpore melhor o conhecimento, pois envolve as três esferas do aprendizado a cognição (conhecimento), psicomotricidade (habilidade) e a afetividade (emocional). Ao atender um paciente, é necessário uma série de ações de diversos atores, como médicos, enfermeiras e técnicos de enfermagem. No ensino tradicional, cada um possui uma formação específica em processo que se da separadamente, mas na prática, eles precisam atuar em conjunto e com harmonia, neste particular o único método em que isto é possível é a simulação”, explica o diretor do INESS. A instituição oferece um amplo repertório de técnicas de simulação em saúde que envolve situações de risco e protocolos de atendimento reconhecidos e certificados pelas principais instituições nacionais e internacionais. A maioria dos cursos são certificados por estas conceituadas entidades médicas e contempla situações capazes representar o atendimento clínico mais próximo da realidade.

 

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Além disso, o estudo simulado, conforme Dr. Izio, permite reprisar o mesmo cenário, desde as situações mais comuns até as mais graves, repetidas vezes. “Dessa forma, em casos de erro, ninguém se prejudica, complementa.

Reflexão – Outra etapa fundamental, do ensino por simulação é a discussão pós-atendimento, o chamado “DEBRIEFING”, que se processa após o atendimento e envolve todos os indivíduos que participaram do atendimento onde se discute o que ocorreu, tanto nos aspectos técnicos como nos comportamentais. A metodologia permite aos estudantes amplificar experiências reais através de ações planejadas que evocam aspectos importantes da realidade de maneira interativa. Por isso, o ensino por simulação pode ser utilizado também em outros campos da educação, como a pesquisa, por exemplo.

Sendo assim, além do repertório de possibilidades permitir o desenvolvimento de habilidades através de uma experiência mais próxima da realidade, a técnica é acompanhada da reflexão e discussões em grupo. Este segundo momento reflexivo colabora no desenvolvimento do conhecimento das habilidades e atitudes relacionadas à prática médica, incluindo o desenvolvimento de características como auto-confiança, liderança, capacidade de raciocinar com mais rapidez e eficiência.

Dr. Izio Kowes é pioneiro no ensino por simulação na Bahia. Em 1993, trouxe para o estado o curso ATLS (Suporte Avançado de Vida no Trauma, em tradução livre), ministrando a disciplina no Hospital Aliança. “A Bahia foi o segundo estado brasileiro a receber um curso do Comitê de Trauma do Colégio Americano de Cirurgiões”, acrescenta. Através dos cursos de alta e média complexidade, como ACLS, ATLS, PHTLS, PALS e cursos elaborados pelo próprio corpo de instrutores do INESS, com o objetivo de preparar profissionais de saúde de diversas áreas, como médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, estudantes, fisioterapeutas, bombeiros, policiais, condutores de ambulância e público leigo. Nesses cursos, além do conhecimento técnico, trabalha-se também com o aspecto comportamental. “Ou seja, como as pessoas se relacionam e como a liderança é exercida, tudo isso pode ser analisado”, afirma Dr. Izio.

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